Para amar uma mulher, o parceiro deve também amar sua natureza primitiva. Se a mulher aceitar um companheiro que não possa amar ou que não ame esse seu outro lado, ela sem dúvida acabará arrasada sob algum aspecto e deixada a vaguear cambaleante, em desmazelo...
Portanto, os homens, tanto quanto as mulheres, devem identificar suas
naturezas duais. O amante mais querido, o pai mais valorizado, o amigo ou "homem
selvagem" mais valioso é aquele que deseja aprender. Quem não se delicia com o
aprendizado, quem não é atraído por novas idéias ou experiências não conseguirá
passar do marco de estrada junto ao qual está descansando agora. Se existe uma força
que alimenta a raiz da dor, ela é a recusa a aprender além do momento presente.
Sabemos que a criatura Homem Selvagem está à procura da sua própria
mulher terrena. Com medo ou não, é um ato de profundo amor o de se permitir ser
perturbado pela alma primitiva dos outros. Num mundo em que os seres humanos
têm tanto medo da "perda", existe um excesso de muralhas protetoras contra o
mergulho na numinosidade de outra alma humana.
O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda
tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza
instintiva ir espiar por baixo da cabana da alma de uma mulher e compreender o que
vir e ouvir por lá. O bom partido é o homem que insiste em voltar para tentar
entender, é o que não se deixa dissuadir.


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