O poder do nome
Dar o nome a uma força, uma criatura, uma pessoa ou a um objeto tem
algumas conotações. Nas culturas em que os nomes são escolhidos com cuidado pelo
seu significado mágico ou auspicioso, saber o verdadeiro nome de uma pessoa
representa conhecer a trajetória da vida e os atributos da alma daquela pessoa.
E o motivo pelo qual o nome verdadeiro é muitas vezes mantido em segredo está na
proteção do seu dono, para que ele ou ela possa crescer e cumprir o potencial do
nome, e na proteção do próprio nome de modo que ninguém o avilte ou prejudique e,
assim, para que a autoridade espiritual de cada um possa se desenvolver até suas
proporções plenas.


Nos contos de fadas e lendas populares, existem diversos outros aspectos
ResponderExcluirrelacionados ao nome, e estes estão em atividade no conto de Manawee. Embora haja
alguns contos nos quais o protagonista procura pelo nome de uma força malévola a
fim de exercer poder sobre ela, é ainda mais comum que a procura pelo nome tenha
como objetivo invocar aquela força ou aquela pessoa, chamá-la para que se aproxime
e entrar num relacionamento com essa pessoa.
Este último é o caso na história de Manawee. Ele viaja de um lado para o
ResponderExcluiroutro, sem parar, no esforço sincero de atrair o poder das duas para perto de si. Ele
está interessado em descobrir seus nomes, não para se apoderar do poder delas, mas,
sim, para conquistar um poder pessoal igual ao delas. Conhecer os nomes representa
adquirir consciência acerca da natureza dual e retê-la. Por mais que desejemos, e
mesmo recorrendo ao nosso próprio poder, é impossível ter um relacionamento em
profundidade sem o conhecimento dos nomes