Manawee não adivinha os nomes mais uma vez e volta penosamente para casa. No entanto, o cachorrinho volta para a choupana das moças e presta atenção até ouvir seus nomes.

No mundo dos arquétipos, a natureza do cão tanto é psicopômpica — a de um mensageiro entre o mundo exterior e o mundo das trevas — quanto ctoniana —, aquela que provém das regiões mais escuras e mais remotas da psique, especificamente do mundo subterrâneo. É essa sensibilidade que o parceiro tenta alcançar para compreender a dualidade.
O cão é semelhante ao lobo, só um pouco mais civilizado, embora, como vemos no resto da história, não tanto assim. Esse cãozinho em sua função psicopômpica é a psique instintiva. Ele ouve e vê de modo diferente do ser humano. Ele se transporta a níveis em que o ego sozinho jamais chegaria a pensar. Ele ouve palavras e instruções que o ego não consegue ouvir. E ele segue o que ouve.O cão ouve, portanto, fora da faixa de audição "humana". Esse aspecto mediúnico da psique instintiva capta pela intuição a atividade profunda, a música profunda e os profundos mistérios da psique feminina. É essa natureza que tem a capacidade de compreender a natureza selvagem nas mulheres.

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