A natureza tenaz do cachorro
O cãozinho da história demonstra exatamente como funciona a tenacidade
psíquica. Os cães são os mágicos do universo. Com sua simples presença, eles
transformam o mau humor em sorrisos, as pessoas tristes em pessoas menos tristes.
Eles geram relacionamentos. Como na antiga epopéia da Babilônia "Gilgamesh", na
qual Inkadu, o homem-animal peludo, contrabalança Gilgamesh, o rei
excessivamente racional, o cachorro é todo um lado da natureza dualista do homem.
Ele é a natureza dos bosques, aquele que sabe rastrear, que sabe porque pressente o
que é o quê.
O cãozinho gosta das irmãs porque elas o alimentam e sorriem para ele. O
feminino místico compreende e aceita prontamente a natureza instintiva do cachorro.
Os cães representam, entre outras coisas, aquele (ou aquela) que ama do fundo do
coração com espontaneidade e perseverança, que perdoa sem esforço, que consegue
correr muito e lutar, se necessário, até a morte. A natureza do cão fornece pistas
concretas de como um pretendente irá conquistar o coração das duas irmãs... e a
Mulher Selvagem.

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