A mulher tem enormes poderes quando os aspectos duais individuais são reconhecidos consciente-mente e considerados como uma unidade; mantidos unidos em vez de separados.
O poder de ser dois é muito forte, e nenhum
dos dois lados deve ser negligenciado. Eles precisam ser alimentados da mesma
forma, pois juntos proporcionam ao indivíduo um poder excepcional.
Ouvi uma vez uma história de um velho afro-americano no centro-sul. Ele
surgiu de um beco quando eu me encontrava sentada em meio às pichações de um
“parque” no centro da cidade. Algumas pessoas diriam que ele era maluco, pois falava
com todos e com qualquer um. Ele arrastava os pés e mantinha um dedo em riste
como se quisesse verificar a direção do vento. Os cuentistas reconhecem que essas
pessoas teriam sido tocadas pelos deuses, e nós as chamamos de El Bulto, a trouxa,
porque elas carregam um certo tipo de mercadoria e a exibem para quem quiser
olhar.
Esse El Bulto especialmente simpático me deu uma história a respeito da
transmissão ancestral. Ele intitulou a história de "Um pauzinho, dois pauzinho".
"Esse é o costume dos antigos reis africanos", sussurrou.
Na história, um velho está à morte, e chama a família para perto de si. Ele dá
um pauzinho curto e resistente a cada um dos seus muitos rebentos, esposas e
parentes. "Quebrem o pauzinho", determina ele. Com algum esforço, todos
conseguem quebrar seus pauzinhos ao meio.
"É isso o que acontece quando uma pessoa está só e sem ninguém. Ela pode ser
quebrada com facilidade."
Em seguida, o velho dá a cada parente mais um pauzinho "É assim que eu gostaria que vocês vivessem depois que eu me for. Juntem
seus pauzinhos em feixes de dois ou três. Agora, partam esses feixes ao meio."
Ninguém consegue quebrar os pauzinhos quando eles estão em feixes de dois
ou mais. O velho sorri.
"Temos força quando nos juntamos a outra pessoa. Quando estamos juntos,
não podemos ser quebrados."

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